Morreu na madrugada desta sexta-feira (16/10), durante confronto com policiais do Batalhão de Choque, em Maracaju, o investigado por homicídio Edilson Gonçalves Vilhalba, de 38 anos. A troca de tiros aconteceu quando os policiais tentaram fazer abordagem ao homem, na Rua Rosalva Fraga Santos, na Vila Prateada.
Edilson chegou a ser levado para o Hospital Soriano Corrêa da Silva, mas não resistiu. Depois, o corpo foi encaminhado ao Imol (Instituto de Medicina e Odontologia Legal), segundo publicou o Campo Grande News.
Durante a ocorrência, foram apreendidos um revólver calibre .38, 15 munições do mesmo calibre, um jet loader, dispositivo utilizado para recarregar rapidamente revólveres e quatro tabletes de maconha, que totalizaram 2,6 quilos.
Conforme o site da Capital, a ocorrência foi registrada por suspeita de pertencimento a organização criminosa, tráfico de drogas, porte ilegal de arma de fogo, desobediência e resistência. O registro também inclui homicídio decorrente de oposição à intervenção de agente legal do Estado e tentativa de homicídio.
Investigações
Edilson respondia a denúncia do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) por duas tentativas de homicídio qualificado, em um caso registrado na madrugada de 3 de novembro de 2013, no Bar do Justino, no Bairro Cambaraí, em Maracaju. O processo estava na fase de preparação para julgamento pelo Tribunal do Júri.
O crime aconteceu após um desentendimento anterior com uma das vítimas, quando Edilson teria ido ao estabelecimento acompanhado de outro homem e ambos efetuaram disparos contra dois irmãos, atingidos nas coxas.
Segundo o Ministério Público, os crimes teriam sido motivados por vingança. A acusação também apontou que os disparos em um local público colocaram outras pessoas em risco. Edilson foi denunciado por duas tentativas de homicídio qualificado, por motivo torpe e pelo emprego de meio que poderia resultar em perigo comum.
Em outro caso, Edilson foi condenado a dois anos de reclusão por porte ilegal de arma de fogo de uso permitido. O episódio ocorreu na madrugada de 26 de maio de 2013, na Praça Central de Maracaju.
Policiais militares faziam patrulhamento quando receberam informação sobre um homem armado no local. Durante a abordagem, encontraram com Edilson uma pistola calibre 765 e 14 munições intactas.
Ele confirmou que portava a arma e não tinha registro nem autorização para mantê-la. A Justiça fixou a pena em dois anos de reclusão, em regime inicial semiaberto, além de dez dias-multa. A decisão permitiu que ele recorresse em liberdade.
Anterior a isso, no dia 15 de agosto de 2011, Edilson foi preso suspeito de matar Alexandre Marques da Silva, de 26 anos. O crime ocorreu três dias após discussão entre a vítima e um dos suspeitos. Na ocasião, Claiton Lampert, apontado como comparsa de Edilson, também foi detido.
Os dois foram indiciados por homicídio qualificado por motivo fútil.
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