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Justiça condena professor a 30 anos de prisão por matar mulher asfixiada em cidade de MS

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Luiz Guilherme

· 2 min de leitura · Atualizado em

✦ Resumo por IA

Resumo gerado automaticamente a partir do conteúdo da matéria, destacando os pontos principais para leitura rápida.

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O professor Edson Campo Delgado, de 43 anos, foi condenado a 30 anos e seis meses de prisão pelo crime de feminicídio contra Leisa Aparecida Cruz, de 40, ocorrido no dia 6 de março, em Anastácio. O julgamento aconteceu nesta quarta-feira (27/5), e a sentença foi definida durante sessão do Tribunal do Júri.

Durante o julgamento, Edson permaneceu de cabeça baixa e optou por não se manifestar, segundo publicou o Campo Grande News.

Para a filha da vítima, Leisiane Cruz Vieira, a pena ainda foi pequena diante da crueldade do caso, mas trouxe um sentimento de alívio pela rapidez da resposta judicial. “Fico um pouco aliviada porque foi tudo muito rápido. A família conseguiu uma resposta ‘rápida’ da Justiça. O pessoal do Ministério Público deu muita assistência para os familiares”, afirmou.

Edson matou Leisa asfixiada e depois utilizou o celular da vítima para enviar mensagens à filha dela pelo WhatsApp, nas primeiras horas da manhã, numa tentativa de ganhar tempo e afastar suspeitas.

Inicialmente, o caso chegou a ser tratado como morte natural, pois não havia marcas aparentes no corpo. No entanto, exames periciais identificaram lesões no crânio e no abdômen, além de asfixia. Diante das evidências, o professor confessou o crime e relatou que matou a mulher após uma discussão.

Leisa foi encontrada morta dentro da residência onde vivia, na Rua Professora Cleusa Batista, em Anastácio. Conforme a investigação, familiares receberam mensagens enviadas do celular da vítima ao longo do dia, o que ajudou a afastar suspeitas em um primeiro momento.

Somente por volta das 23h, Edson informou aos parentes que Leisa estaria passando mal e que havia acionado socorro. Pouco depois, afirmou que a levaria ao hospital. Já por volta de 1h58, comunicou que ela havia morrido.

A suspeita de morte violenta surgiu após análise preliminar do Imol (Instituto de Medicina e Odontologia Legal), que apontou sinais de asfixia. A partir disso, a PC (Polícia Civil) aprofundou as investigações e o homem acabou confessando o feminicídio.

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Luiz Guilherme

Colaborador do Jornal de Bonito, cobrindo destaques e assuntos relacionados.

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