Luan Gondim de Souza, acusado de atirar na ex-companheira e matar o amigo dela dentro de um bar universitário, em Dourados, foi condenado pelo Tribunal do Júri a 49 anos, sete meses e 15 dias de prisão, acolhendo assim, a denúncia do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) que também determinou o cumprimento imediato da sentença, sem direito de recorrer em liberdade.
As vítimas estavam no estabelecimento localizado na Rua Balbina de Matos com a Rua Ponta Porã, por volta das 20h do dia 22 de janeiro de 2025, quando Luan chegou e efetuou os disparos. Vanderson Raynan Ferreira da Silva morreu na hora, já a mulher ficou gravemente ferida, e sobreviveu.
No decorrer das investigações, a polícia esclareceu que o ataque foi motivado por sentimento de posse no contexto de violência doméstica. A jovem foi atingida com seis disparos nas costas e no ombro, de uma pistola nove milímetros.
Já no dia 23 de janeiro, os policiais conseguiram prender Luan na saída de Dourados que estava com a arma e confessou o crime.
O réu foi condenado por homicídio qualificado (por motivo torpe, perigo comum, recurso que dificultou a defesa da vítima e uso de arma de fogo de uso restrito), tentativa de feminicídio qualificado e posse ilegal de arma de fogo de uso restrito.
A sentença também fixou pagamento de indenização mínima por danos morais: R$ 20 mil aos familiares do homem morto e R$ 10 mil à vítima sobrevivente.
Matou desafeto em 2022
Luan já havia assassinato o desafeto Jhonatan de Souza Quevedo, de 19 anos, em abril de 2022, durante briga no meio da rua, no Residencial Estrela Porã. “Jhonatan B”, como era conhecido, foi morto com três tiros.
Uma semana depois, Luan se apresentou à polícia e confessou a morte de Jhonatan, alegando ter agido em legítima defesa.
A prisão dele foi decretada e ele permaneceu preso. Em maio de 2024, foi julgado e condenado a seis anos de prisão em regime semiaberto.
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