Na noite desta segunda-feira (21/9), Pauliano Aparecido Rodrigues de Almeida, de 46 anos, foi morto com dois tiros, na Rua Estrela Azul, no Jardim Los Angeles, em Campo Grande, após atacar um motociclista com duas facas, que reagiu atirando contra a vítima e fugiu em seguida.
A vítima havia procurado uma testemunha afirmando que alguém estaria tentando furtar sua residência. Os dois foram até o imóvel, mas não encontraram ninguém no local. De acordo com o Campo Grande News, o homem estava bastante alterado e carregava duas facas.
Após retornar, a testemunha disse que iria dormir e orientou Pauliano a fazer o mesmo. Ele, porém, permaneceu nas proximidades e quando a testemunha fechava o portão de casa, a vítima apareceu novamente, ainda alterada.
Pouco depois, um homem chegou sozinho em uma motocicleta de grande porte, aparentemente vermelha. O motociclista usava capacete e não teve o rosto reconhecido. Segundo a testemunha, ele pediu que saíssem da frente, repetindo: “sai daí, sai daí, sai daí”.
Ainda conforme o relato, Pauliano avançou em direção ao motociclista empunhando uma das facas, chegou muito perto dele e passou pelo homem. Na sequência, o motociclista efetuou dois disparos de arma de fogo, que atingiram a vítima. O homem caiu no chão e o atirador fugiu em direção ignorada.
A testemunha acredita que o motociclista também possa ter sido ferido por uma facada, já que aparentava estar sangrando enquanto deixava o local.
Pauliano foi atingido na região da cabeça. O Corpo de Bombeiros foi acionado às 23h28 e a morte foi constatada às 23h50.
Durante a perícia, foram apreendidos uma faca com cabo branco, outra aparentemente com cabo artesanal, celular e um swab com amostra de sangue. Inicialmente, não foram encontradas cápsulas de arma de fogo, mas havia rastros de sangue pela via.
A testemunha afirmou conhecer a vítima apenas de vista e disse desconhecer seu nome e apelido. Segundo ele, o homem costumava aparecer ocasionalmente no local para beber cerveja. Ontem, chegou bastante alterado, dizendo que um ladrão havia invadido sua casa e pedindo ajuda. A testemunha o acompanhou até a residência levando um ferro, mas nada foi encontrado no imóvel. Ele também não soube dizer se a vítima havia feito uso de drogas.
O local foi preservado pela PM (Polícia Militar) e também recebeu equipes do GOI (Grupo de Operações e Investigações) e do Batalhão de Choque. O delegado plantonista da Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Cepol acompanhou os trabalhos periciais no endereço.
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