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ASSISTA: Homem é preso após ameaçar explodir Fátima do Sul com metanol

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Homem condenado a 60 anos de prisão por dois homicídios e também por incendiar uma residência, identificado como Cícero Ferreira da Silva, o “Ratinho”, foi preso pelo SIG (Setor de Investigações Gerais) nesta quinta-feira (25/6), após usar as redes sociais para ameaçar explodir o município de Fátima do Sul com um caminhão carregado com metanol, caso um mandado de prisão não fosse revogado.

Em uma das publicações, Cícero escreveu que “48 toneladas de metanol no centro de Fátima do Sul vão exterminar a cidade inteira”, afirmando que “93% da população vai morrer”.

Já em outro áudio obtido pela reportagem, ele afirma que “algumas pessoas morreriam com a explosão, e outras pelo ar, porque o metanol é tóxico”. E o indivíduo não parou. “Se até 14h o mandado de prisão não tiver revogado, eu vou explodir Fátima do Sul”.

A PC (Polícia Civil) informou que “Ratinho” vinha sendo investigado por crimes no contexto de violência doméstica e, após se tornar foragido, passou a divulgar mensagens ameaçadoras.

Diante das postagens, os agentes do Setor de Investigações Gerais passaram a realizar diligências e monitorar o paradeiro de Cícero. Após a obtenção de informações, os policiais chegaram até um sítio na região da 9ª Linha, no distrito de Culturama.

Ao perceber a chegada da equipe, o homem tentou fugir e entrou em um milharal ao lado da propriedade. Durante a perseguição, ele ainda desacatou e ameaçou os policiais.

A equipe conseguiu conter Cícero com apoio de um helicóptero do Grupamento Tático Aéreo e de equipes da PM (Polícia Militar).

Condenação

A Polícia Civil também destaca que o preso possui condenação definitiva à pena de 60 anos de reclusão, decorrente de crime praticado na cidade de Santos (SP), quando ateou fogo a uma residência ocupada por cinco pessoas, ocasionando a morte de duas delas.

Conforme os registros da execução penal, o condenado cumpriu pouco mais de 25 anos da pena, restando ainda mais de 34 anos de reclusão a serem executados.

Além do cumprimento do mandado de prisão preventiva anteriormente expedido, a Polícia Civil representou pela conversão da prisão em flagrante em preventiva também em relação aos novos crimes praticados durante a operação, diante da gravidade concreta dos fatos, da violência empregada contra os agentes públicos, da reiteração criminosa e da elevada periculosidade evidenciada pelos elementos colhidos durante a investigação.

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