Adolescente de 14 anos foi perseguido e executado com seis tiros na noite do último sábado (15/8), no cruzamento da Rua Pinheiro Machado com a Rua Vassouras, no Bairro Jardim Noroeste, em Campo Grande.
O menor caminhava com a namorada, de 16 anos, em direção ao imóvel onde moravam, na Rua Pinheiro Machado, quando foi abordado por dois indivíduos em uma motocicleta vermelha, já identificados como Miguel Oliveira da Silva, de 18, e Paulo Gustavo Silva de Oliveira Amaro, de 19, o “TH”.
O Batalhão de Choque da PM (Polícia Militar) informou que a dupla foi presa na madrugada desta segunda-feira (17/8), juntamente com arma, munições e a moto utilizada no crime.
Segundo a polícia, o autor dos disparos é Paulo Gustavo que estava na garupa da moto. Ele desembarcou e atirou pelo menos dez vezes contra a vítima, que acabou atingida na cabeça, tronco e em uma das pernas.
Dez estojos deflagrados de munição calibre nove milímetros foram recolhidos perto do corpo. Testemunhas e familiares presentes não souberam informar o motivo do homicídio ou a identidade dos suspeitos.
Dinâmica da prisão
Em nota, o Batalhão de Choque informou que os policiais militares localizaram a dupla no Miguel e Paulo Bairro Paulo Coelho Machado no Bairro Paulo Coelho. Com os dois, os agentes apreenderam a moto Honda Twister, uma pistola Sarsilmaz CM9 nove milímetros, um carregador e 14 munições.
A equipe recebeu informações sobre a autoria do homicídio ocorrido no Jardim Noroeste e, durante as diligências, identificou um dos possíveis envolvidos.
No decorrer das buscas, os PMs localizaram a motocicleta utilizada no crime, ocupada por dois indivíduos. A equipe tentou fazer a abordagem, mas a ordem não foi obedecida, iniciando perseguição.
Após algumas quadras, o condutor perdeu o controle da moto e os dois caíram. Durante a fuga, os policiais viram o passageiro arremessando a pistola.
Paulo Gustavo confessou o homicídio, enquanto Miguel afirmou não ter participado do crime, relatando que havia sido chamado apenas para conduzir o veículo, que possuía registro de furto.
A PC (Polícia Civil) ainda investiga a motivação do crime.
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