Gaeco investiga organização acusada de subornar servidores e fraudar licitações (86)
Nesta terça-feira (7/7), o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) deflagrou a operação Gutemberg contra organização criminosa acusada de subornar servidores para direcionar licitação e condicionar vagas em hospitais.
Foram expedidos 16 mandados de prisão preventiva de 43 de busca e apreensão em Campo Grande, Dourados, São Gabriel do Oeste, Caarapó, Corguinho, Porto Murtinho, São Paulo (SP) e Abadiânia (GO).
A investigação constatou a existência de organização criminosa voltada à prática de crimes contra a Administração Pública, notadamente crimes em licitação, corrupção ativa e passiva, além de lavagem de capitais e outros delitos correlatos, instalada na Capital e com atuação em diversos municípios sul-mato-grossense, com núcleos bem definidos, liderada por empresários que atuavam como principais articuladores do esquema criminoso.
Os investigados se valiam de servidores públicos corrompidos para fraudar e direcionar procedimentos de compras públicas, mediante contratação direta por inexigibilidade de licitação para a aquisição de livros paradidáticos.
Os investigadores descobriram que os valores recebidos dos cofres públicos pela organização criminosa ultrapassam a quantia de R$ 27 milhões, a qual era repartida entre seus integrantes, servidores corrompidos e diversas pessoas físicas e jurídicas com o fim de ocultar e dissimular a sua origem ilícita.
Constatou-se também que o esquema criminoso se valia da influência de servidores cooptados na área da saúde pública para condicionar a autorização de exames, cirurgias e até vagas de leitos em hospitais pela rede estadual à aquisição de livros vendidos pelo grupo.
Importante destacar que a organização criminosa seguia operando até os dias atuais com contratos ativos em vários municípios.
Saiba mais
A operação contou com o apoio operacional do Bope (Batalhão de Choque e do Batalhão de Operações Especiais).
O nome Gutenberg faz referência a Johannes Gutenberg, responsável pela popularização da impressão de livros, cuja missão contribuiu para a ampliação do conhecimento. No caso investigado, ao contrário, os livros constituem justamente o instrumento utilizado para dar aparência de legalidade ao esquema criminoso.
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