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Bonito terá reforço de investimentos no atendimento a pessoas com TEA

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O município de Bonito será contemplado com parte dos R$ 3,6 milhões anuais destinados pelo Governo Federal para ampliar o atendimento a crianças e adultos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) em Mato Grosso do Sul.

O recurso será aplicado no Centro Especializado em Reabilitação (CER) da cidade, que receberá um custeio adicional de 20% para fortalecer a Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência (RCPD). A medida faz parte do programa Agora Tem Especialistas e foi anunciada na última semana, em alusão ao Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, celebrado no domingo (21).

Além de Bonito, também receberão o aporte os CERs de Aquidauana e Três Lagoas. O governo federal ainda anunciou a habilitação de um novo centro em Rio Brilhante e a aquisição de um veículo de transporte sanitário para Três Lagoas.

Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a novidade representa um avanço importante na atenção às pessoas com TEA.

“Pela primeira vez, o Ministério da Saúde estabelece uma linha de cuidado do transtorno do espectro autista. O ponto central é garantir diagnóstico precoce e início das intervenções o mais cedo possível”, afirmou.

Expansão nacional

No Brasil, o investimento total será de R$ 72 milhões para ampliar a assistência em 18 estados e no Distrito Federal, com a criação de 71 novos serviços da RCPD. Hoje, o país conta com 326 centros em funcionamento, que recebem repasses federais de cerca de R$ 975 milhões anuais.

Novo olhar para o diagnóstico

O Ministério da Saúde também anunciou uma nova linha de cuidado, que prevê a triagem de sinais de TEA já na atenção primária, em crianças de 16 a 30 meses de idade. A estratégia inclui a aplicação do M-Chat, um questionário de rastreio que já está disponível na Caderneta Digital da Criança e no prontuário eletrônico E-SUS.

A expectativa é que os estímulos e terapias sejam iniciados antes mesmo da confirmação do diagnóstico, favorecendo a autonomia e a interação social futura das crianças.

No Brasil, a estimativa é que 1,2% da população viva com TEA. Do total, cerca de 71% apresentam também outras deficiências, o que reforça a importância de uma atuação integrada pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

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