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Polícia deflagra operação para apurar comunicação entre Marcinho VP e faccionados

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Luiz Guilherme

· 2 min de leitura

✦ Resumo por IA

Resumo gerado automaticamente a partir do conteúdo da matéria, destacando os pontos principais para leitura rápida.

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Operação conjunta denominada Censura, deflagrada pela Ficco (Força Integrada de Combate ao Crime Organizado) e agentes do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) nesta quinta-feira (29/10), apura a comunicação de Márcio Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, com integrantes da cúpula da facção criminosa que ainda estão em liberdade, por meio de sobrinhos.

Atualmente, o líder faccionado cumpre pena na Penitenciária Federal de Campo Grande.

Em nota, a PF (Polícia Federal) informou que as equipes policiais cumprem um mandado de prisão preventiva, dois de prisão temporária e dois de busca e apreensão, nos municípios do Rio de Janeiro (RJ) e de Belford Roxo (RJ).

A prisão preventiva é cumprida na própria Penitenciária Federal da Capital, onde o investigado permanecerá custodiado. As medidas foram decretadas pela 3ª Vara Federal de Campo Grande.

A investigação teve início a partir de provas compartilhadas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do MPF (Ministério Público Federal) no Rio de Janeiro, obtidas no âmbito da operação Red Fox, que apura o tráfico internacional de armas de grosso calibre e de drogas pela fronteira norte do país.

A análise de dados de uma das principais lideranças da facção em liberdade, foragida da Justiça, revelou que dois familiares do líder Marcinho VP atuariam como mensageiros entre ele e a organização.

Segundo as investigações, um dos investigados visitava frequentemente a liderança no presídio da Capital sul-mato-grossense, após contatos com a liderança foragida no Rio de Janeiro. Mensagens indicam que integrantes da organização criminosa ainda reconhecem o custodiado como líder da organização.

Um dos investigados ocupa cargo comissionado em câmara municipal da Baixada Fluminense e adquiriu, nos últimos dois anos, patrimônio que se mostra, em princípio, incompatível com a renda declarada.

Saiba mais

A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado de Mato Grosso do Sul é composta pela Polícia Federal, PM (Polícia Militar), Polícia Penal Estadual, PC (Polícia Civil), Polícia Penal Federal, Senappen (Secretaria Nacional de Políticas Penais) e Guarda Civil Metropolitana de Campo Grande.

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Luiz Guilherme

Colaborador do Jornal de Bonito, cobrindo polícia e assuntos relacionados.

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